sábado, 20 de outubro de 2012


Tem momentos na vida que sentimos na pele o que é ser insignificante. No dia 17 de outubro de 2012, eu senti isso pela primeira vez. Acordei com um barulho de serra que vinha da minha janela. Sim, na janela do meu apartamento eu
tinha uma área repleta de árvores de muitos anos que abrigavam inúmeros seres vivos. Hoje elas estão morrendo. A área vai ser desmatada para a construção de 3 ou 4 prédios que a prefeitura aprovou.

Em meio ao barulho de serra que domina a minha mente agora, fiquei pensando que o ser humano é a pior raça que já existiu. Destruímos árvores, queimamos florestas, somos violentos. Não ligamos para as causas. Os que se importam são poucos e não tem poder para enfrentar toda essa gente. O dinheiro parece valer mais. A sensibilidade é quase uma utopia.



O que mais dói é ver tudo isso acontecer e não poder fazer nada. Não tenho poder para isso, não participo da política da minha cidade. O que me resta é a esperança de que, quem sabe um dia, o ser humano perceba que a natureza está sendo devastada cada dia mais. O triste é que só vamos perceber isso quando a natureza já estiver no fim.

Paula Maltchik Zamora


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